Espera

Funcionários da Cosulati aguardam pagamento das rescisões

Mais de 40 trabalhadores também esperam para poder encaminhar o seguro-desemprego e já pensam em mobilização

Paulo Rossi -

Mais de 40 trabalhadores, demitidos há quase dois meses da Cosulati, ainda aguardam pagamento das rescisões. Na terça-feira (7), os profissionais estarão reunidos no Sindicato da Alimentação para traçar estratégias de mobilização. Sem as cópias dos termos de encerramento de contrato, que funcionam como recibos de quitação, os ex-funcionários não podem encaminhar os pedidos de seguro-desemprego nem acessar os recursos de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Na prática, os trabalhadores ficam sem dinheiro no bolso e sem a chance de acessar direitos. "O pessoal fica numa situação difícil, com tudo trancado", preocupa-se o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias e Cooperativas da Alimentação de Pelotas, Lair de Mattos. E vê crescer o tom de desabafo dos ex-funcionários das Unidades de Rações, em Canguçu; de Frango, em Morro Redondo; e de Lacticínios, em Capão do Leão, que lutam para colocar a mão nas verbas rescisórias.

O Diário Popular não teve acesso, entretanto, aos valores que já deveriam ter sido pagos.

O que diz a Cosulati
O novo liquidante da Cooperativa, Almir Fernando Mendonça, garante que o setor jurídico busca a liberação de recursos de PIS e Cofins, retidos por determinação judicial, para o pagamento dos trabalhadores. E, embora não tenha revelado o montante, assegurou ser suficiente para honrar com as rescisões.

Mendonça também afirmou que as demissões teriam sido inevitáveis. "Tivemos que fazer uma redução geral porque, senão, chegaria o final do mês e não teríamos mais condições de pagar os salários", justifica-se. E, afirma que foram dispensados profissionais, inclusive, nos postos de resfriamento em Santana do Livramento e em Aceguá.

Em maio, ao conversar com o Diário Popular sobre o trabalho que pretendia desenvolver à frente da Cosulati durante os seis meses que permanecerá no comando, Almir Mendonça já havia comentado que mais funcionários deveriam ser dispensados.

Aos poucos
Negociações com bancos e com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por exemplo, também têm ocorrido entre os esforços para recuperar a Cooperativa. E, entre várias medidas, o pagamento em dia aos produtores é uma das prioridades. "Estamos conseguindo atender o nosso plano de trabalho. Queremos salvar o todo e, desde que assumimos, estamos pagando o produtor em dia", afirmou.

Elevar a produção diária de leite é, inclusive, uma das principais metas para fortalecer a Unidade de Lacticínios; a única das três indústrias que segue de portas abertas. Ao todo, o valor da dívida da Cosulati é de R$ 246 milhões.

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